segunda-feira, 27 de agosto de 2007

Marola


Parte de mim esfarela. Por um buraco no casco a água entra inundando minha nau, a tinta vai perdendo sua forma até se tornar uma mancha azul escorrendo por um papel flácido tingido por o que antes foram palavras e idéias. Uma marola dessa seria capaz de abater-me? Não.
Este Timoneiro não desiste e do alto de sua ignôrancia náutica, tenta reerguer o mastro de palito de sorvete e secar suas roupas e caráter. O que vocês não sabem é que o Timoneiro de Papel não vive somente de frustrações ou desenganos, mas isso é assunto para outra carta náutica.
Enquanto isso leiam um puta livro. Que não vai mudar sua vida, mas vai lher dar muito o que pensar. Não vou fazer críticas ou dar sinopses pessoais, apenas digo: Leiam.

quarta-feira, 22 de agosto de 2007

A Ilha

A Cidade em que moro é uma ilha presa ao continente.
Não sou daqui.
É difícil conviver com tamanha disparidade.
É como uma pizza onde só se come a borda, banhada pelo atlântico de azeite, que não é o de dendê.

Os ventos trouxeram o Timoneiro e sua papelada até este curioso porto.
Aqui falta cultura e o recheio desta tenebrosa pizza chacoalha seus catupirys e calabresas numa orgia de ignorância, enquanto as bordas se viram pro atlântico e fingem nada saber.

Então surge este paulista aqui perdido buscando algo de louvável nesta pizza, ilha ou qualquer analogia barata que ilustre esta Salvador.

Enquanto a ilha não se desprende tal qual a Jangada de Pedra de Saramago, o Timoneiro manda notícias aleatórias daqui.

Velas ao Mar

Este blog tem seu início marcado pelos compositores Rochinha e Orlando Porto:

"Vou imprimir novos rumos
Ao barco agitado que foi minha vida
Fiz minhas velas ao mar
Disse adeus sem chorar
E estou de partida"

Agora vamos ao que pode.
Champanha no Casco e lá vamos eu.