O contato com os ratos soteropolitanos me fez lembrar de uma história:
Em meio a composição de "Ode aos Ratos" Chico Buarque liga para o amigo Paulo Vanzolini, a fim de tirar uma dúvida:
CB - Paulinho, me diz uma coisa, você sabe se os ratos tem o focinho gelado ou quente?
PV- Porra Chico, como vou saber isso?
CB- Estou escrevendo uma música sobre ratos, não quero botar uma mentira aqui.
PV- Ah Chico, você já mentiu tanto sobre as mulheres, porque não mentir sobre os ratos?
CB- É verdade Paulinho, mas pelos ratos eu tenho respeito.
Esse diálogo rolou mesmo, mas a fonte é secreta.
Esse Chico, sempre muito brother.
terça-feira, 30 de outubro de 2007
sexta-feira, 19 de outubro de 2007
Couraça de Sabão
Hoje pensei: "Vou falar bem da minha cidade", mas é loucura o que acontece por aqui.
Minha faculdade fica na Orla, bem de frente pro mar e bem na parte revitalizada dela, tem iluminação, ciclovia, quadras esportivas, barraquinhas de cocô e acarajé, estacionamento e parece ser bem segura - opa! Começamos bem, mas outro dia uns flanelinhas mataram um estudante por causa de R$ 3,00, nem tão bem.
Eu moro de frente pro mar também, só que na minha parte da orla (pituba), como em 90% dela, não há estrutura alguma. Estou distante uns 2 km da faculdade e ontem tive a estúpida idéia de caminhar pela mesma até a minha gloriosa instituição, normalmente uso as ruas paralelas à praia. O que testemunhei não é para os fracos.
Os leitores (quem?) devem estar dizendo: "Esse vagabundo de papel mora de frente pro mar de Salvador e fica reclamando de tudo blábláblá". Mas o papo é sério, Salvador está um abandono de dar dó, estão empilhando carros, cimentando tudo desfreadamente e a orla lá, apodrecendo.
E lá fui eu, testemunhar atrocidades de uma cidade que se diz, enumerando por ordem de aparição:
1. Cachorro morto em matagal anterior à faixa de areia.
2. Horda de ratos escapulindo da carcaça do clube português e passeando pela areia tranquilamente.
3. Sem-teto nua, enlouquecendo com umas crianças.
4. Vaso sanitário quebrado jogado no mar e as ondas quebrando lentamente sobre o trono.
E então cheguei à faculdade, nauseado e triste.
Ei marujo!
Minha faculdade fica na Orla, bem de frente pro mar e bem na parte revitalizada dela, tem iluminação, ciclovia, quadras esportivas, barraquinhas de cocô e acarajé, estacionamento e parece ser bem segura - opa! Começamos bem, mas outro dia uns flanelinhas mataram um estudante por causa de R$ 3,00, nem tão bem.
Eu moro de frente pro mar também, só que na minha parte da orla (pituba), como em 90% dela, não há estrutura alguma. Estou distante uns 2 km da faculdade e ontem tive a estúpida idéia de caminhar pela mesma até a minha gloriosa instituição, normalmente uso as ruas paralelas à praia. O que testemunhei não é para os fracos.
Os leitores (quem?) devem estar dizendo: "Esse vagabundo de papel mora de frente pro mar de Salvador e fica reclamando de tudo blábláblá". Mas o papo é sério, Salvador está um abandono de dar dó, estão empilhando carros, cimentando tudo desfreadamente e a orla lá, apodrecendo.
E lá fui eu, testemunhar atrocidades de uma cidade que se diz, enumerando por ordem de aparição:
1. Cachorro morto em matagal anterior à faixa de areia.
2. Horda de ratos escapulindo da carcaça do clube português e passeando pela areia tranquilamente.
3. Sem-teto nua, enlouquecendo com umas crianças.
4. Vaso sanitário quebrado jogado no mar e as ondas quebrando lentamente sobre o trono.
E então cheguei à faculdade, nauseado e triste.
Ei marujo!
terça-feira, 16 de outubro de 2007
Conservai este menino
Ê, Marujo, ê
Que vive navegando
Ê, marujo, ê
Que vive navegando
Te dou meu sofrimento Pra jogar no oceano Te dou meu sofrimento Pra jogar no oceano
Se der no teu navio Leva mais um desengano Se der no teu navio Leva mais um desengano

E o Paulinho lançou um acústico, legal, mas peraí! Acústico? Quer dizer, desligaram as guitarras e os amplificadores? Eu nunca ouvi falar de um sintetizador de cavaquinho...Pandeiro elétrico?
Tá bom, eu sei que é um caça-níqueis daqueles que só a MTV sabe (mal) fazer, mas como se trata do menino dos olhos desse blog, darei meu crédito, assim que conseguir ouvir. Tinha até me programado para assistir, mas como na bahia "sol todo dhia" não tem horário de verão, perdi a exibição de domingo.
Outra questão, se no verão baiano, escurece lá pelas 17 horas, mas che cazzo não temos essa porra aqui? Já vi gente na faculdade reclamando que não pode mais assistir a novela das crianças mutantes que são perseguidas pela Preta Gil, uh, preciso começar a assistir essa pérola, ah não, aqui não tem horário de verão.
quarta-feira, 3 de outubro de 2007
re Volta
O Timoneiro voltou.
Estive "detido" em meus pensamentos nos últimos dias.
Foi muita água que correu, não só da salgada e este capitão deixou-se levar.
Algumas ratazanas tentaram embarcar, mordiscando minhas idéias mas, diferente da música, sou eu quem me navega e elas que se afundem no mar.
E cá estou, eu e a embarcação sem rumo.
Ah! Se lembram do belo clube que citei posts abaixo?
Então, os sócios temendo um despejo expedido pela prefeitura, invadiram a avenida que dá acesso ao mesmo. Armaram cadeiras de praia, tendas de lona e isopores cheios de Schins geladas impedindo o fluxo de carros. Que magnifica manifestação, que bela cidade.
E este otário que vos fala, ficou 2 horas parado debaixo de um sol africano, sorte que havia ganho a nova pérola em cd da Teresa Cristina e Semente.
E se você não é um bastardo de merda, não baixe, compre o original. Agora se for baixar, antes não esqueça de enfiar uma cópia do tropa de elite no seu orícifio anal, local de onde ela nunca devia ter saído de seu respectivo diretor. Haja babaquice nessa terra.
Estive "detido" em meus pensamentos nos últimos dias.
Foi muita água que correu, não só da salgada e este capitão deixou-se levar.
Algumas ratazanas tentaram embarcar, mordiscando minhas idéias mas, diferente da música, sou eu quem me navega e elas que se afundem no mar.
E cá estou, eu e a embarcação sem rumo.
Ah! Se lembram do belo clube que citei posts abaixo?
Então, os sócios temendo um despejo expedido pela prefeitura, invadiram a avenida que dá acesso ao mesmo. Armaram cadeiras de praia, tendas de lona e isopores cheios de Schins geladas impedindo o fluxo de carros. Que magnifica manifestação, que bela cidade.
E este otário que vos fala, ficou 2 horas parado debaixo de um sol africano, sorte que havia ganho a nova pérola em cd da Teresa Cristina e Semente.
E se você não é um bastardo de merda, não baixe, compre o original. Agora se for baixar, antes não esqueça de enfiar uma cópia do tropa de elite no seu orícifio anal, local de onde ela nunca devia ter saído de seu respectivo diretor. Haja babaquice nessa terra.
segunda-feira, 17 de setembro de 2007
segunda-feira, 10 de setembro de 2007
Pavão
Fui passar o feriado na bela São Paulo, devido ao inacreditável êxodo de automóveis imaginei que estaria deserta e tranquila, até estava, então resolvo tomar um chope na Vila Madalena, uau. Cheia de trânsito e maloqueiros, deixa eu tomar minha Primus em Stella Maris sossegado.
Na volta sentei ao lado do grande Dedé Santana, voz mansa, implante capilar e uma cara enrugada de velha. Tentou me convencer sobre os malefícios em não ser evangélico e pregou a "palavra" por longos 110 minutos, fiquei o tempo todo esperando o Didi aparecer vestido de aeromoça me servindo um lanche com um vômito plástico ou uma aranha de borracha, droga, foi um tedioso sanduíche de chester (já é natal?) servido pelo Carlos.
Na volta sentei ao lado do grande Dedé Santana, voz mansa, implante capilar e uma cara enrugada de velha. Tentou me convencer sobre os malefícios em não ser evangélico e pregou a "palavra" por longos 110 minutos, fiquei o tempo todo esperando o Didi aparecer vestido de aeromoça me servindo um lanche com um vômito plástico ou uma aranha de borracha, droga, foi um tedioso sanduíche de chester (já é natal?) servido pelo Carlos.
terça-feira, 4 de setembro de 2007
segunda-feira, 3 de setembro de 2007
Yacht Club
Fico ressabiado toda vez que castigo algum vaso em Salvador.
Pela sujeira que se vê na orla, areia e mar, não ficaria espantado em saber que minha embarcação de barro, assim que descesse latrina abaixo, sairia surfando os mares de Caymmi até derreter se misturando às águas que banham os mendigos que habitam as areias.
Na orla, bem localizado para caralho, tem um tal de clube espanhol, ou português, sei lá. Aparenta estar abandonado há uns 20 anos. Neste "clube" notamos uma prodigiosa raça de habitantes: Mendigos de todas estirpes, travecos para todos os gostos, trombadinhas de todas as idades, homicidas diversos e por aí vai a extensa lista de sócios, fora os que lá visitam para consumir sua eventual droguinha.
O que a prefeitura fez? Tascou tapumes, ilhando o clube entre o mar e a cidade, para que nós, reles não-sócios, não assistirmos o que acontece nesta gloriosa agremiação da vagabundagem.
Pela sujeira que se vê na orla, areia e mar, não ficaria espantado em saber que minha embarcação de barro, assim que descesse latrina abaixo, sairia surfando os mares de Caymmi até derreter se misturando às águas que banham os mendigos que habitam as areias.
Na orla, bem localizado para caralho, tem um tal de clube espanhol, ou português, sei lá. Aparenta estar abandonado há uns 20 anos. Neste "clube" notamos uma prodigiosa raça de habitantes: Mendigos de todas estirpes, travecos para todos os gostos, trombadinhas de todas as idades, homicidas diversos e por aí vai a extensa lista de sócios, fora os que lá visitam para consumir sua eventual droguinha.
O que a prefeitura fez? Tascou tapumes, ilhando o clube entre o mar e a cidade, para que nós, reles não-sócios, não assistirmos o que acontece nesta gloriosa agremiação da vagabundagem.
segunda-feira, 27 de agosto de 2007
Marola

Parte de mim esfarela. Por um buraco no casco a água entra inundando minha nau, a tinta vai perdendo sua forma até se tornar uma mancha azul escorrendo por um papel flácido tingido por o que antes foram palavras e idéias. Uma marola dessa seria capaz de abater-me? Não.
Este Timoneiro não desiste e do alto de sua ignôrancia náutica, tenta reerguer o mastro de palito de sorvete e secar suas roupas e caráter. O que vocês não sabem é que o Timoneiro de Papel não vive somente de frustrações ou desenganos, mas isso é assunto para outra carta náutica.
Este Timoneiro não desiste e do alto de sua ignôrancia náutica, tenta reerguer o mastro de palito de sorvete e secar suas roupas e caráter. O que vocês não sabem é que o Timoneiro de Papel não vive somente de frustrações ou desenganos, mas isso é assunto para outra carta náutica.
Enquanto isso leiam um puta livro. Que não vai mudar sua vida, mas vai lher dar muito o que pensar. Não vou fazer críticas ou dar sinopses pessoais, apenas digo: Leiam.
quarta-feira, 22 de agosto de 2007
A Ilha
A Cidade em que moro é uma ilha presa ao continente.
Não sou daqui.
É difícil conviver com tamanha disparidade.
É como uma pizza onde só se come a borda, banhada pelo atlântico de azeite, que não é o de dendê.
Os ventos trouxeram o Timoneiro e sua papelada até este curioso porto.
Aqui falta cultura e o recheio desta tenebrosa pizza chacoalha seus catupirys e calabresas numa orgia de ignorância, enquanto as bordas se viram pro atlântico e fingem nada saber.
Então surge este paulista aqui perdido buscando algo de louvável nesta pizza, ilha ou qualquer analogia barata que ilustre esta Salvador.
Enquanto a ilha não se desprende tal qual a Jangada de Pedra de Saramago, o Timoneiro manda notícias aleatórias daqui.
Não sou daqui.
É difícil conviver com tamanha disparidade.
É como uma pizza onde só se come a borda, banhada pelo atlântico de azeite, que não é o de dendê.
Os ventos trouxeram o Timoneiro e sua papelada até este curioso porto.
Aqui falta cultura e o recheio desta tenebrosa pizza chacoalha seus catupirys e calabresas numa orgia de ignorância, enquanto as bordas se viram pro atlântico e fingem nada saber.
Então surge este paulista aqui perdido buscando algo de louvável nesta pizza, ilha ou qualquer analogia barata que ilustre esta Salvador.
Enquanto a ilha não se desprende tal qual a Jangada de Pedra de Saramago, o Timoneiro manda notícias aleatórias daqui.
Velas ao Mar
Este blog tem seu início marcado pelos compositores Rochinha e Orlando Porto:
Agora vamos ao que pode.
Champanha no Casco e lá vamos eu.
"Vou imprimir novos rumos
Ao barco agitado que foi minha vida
Fiz minhas velas ao mar
Disse adeus sem chorar
E estou de partida"
Agora vamos ao que pode.
Champanha no Casco e lá vamos eu.
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